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HISTÓRIA PARANAVAÍ

 

 

 

 

PARANAVAÍ - PARANÁ

 

População: 79.110 habitantes

Homens: 37.858
Mulheres: 41.252
Área Total: 1.206,0 km²
Dens. Demográfica: 65,60 hab/km²
Altitude: 470 m
DDD: 44
CEP: 87700-000

História da Cidade      
 

ATÉ 1928 tôda a região do Vale do Ivaí era completamente despovoada, coberta de matas virgens. A partir daquela data é que começou o desbravamento da região, partindo do Oeste, seguindo o curso do Paraná, e do Norte, pela estrada que, iniciando-se em Presidente Prudente, em São Paulo, cortava o Paranapanema.
Paranavaí surgiu na antiga Fazenda Montoia situada onde hoje se encontra o Posto Zootécnico. Em 1930, já existia núcleo populacional, inclusive Cartório de Registro Civil.
A partir de 1930, o povoamento deslocou-se rapidamente para a Fazenda Brasileira ( atual zona urbana da cidade), em cujas terras férteis foram plantados um milhão de cafeeiros.
Essa fazenda surgiu sob a inspiração de Lindolfo Collor, um dos líderes da Revolução de 1930 e foi posteriormente transferida à Companhia Braviaco.
A concessão à Braviaco foi cassada, revertendo ao domínio do Estado as terras em colonização, quando a localidade se encontrava em franco desenvolvimento. Pelo Decreto nº 800, de 8 de abril de 1931, foi autorizado novamente o seu loteamento. Entrou, porém, o povoado em decadência, quando os moradores abandonaram seus patrimônios, procedendo-se a verdadeiro êxodo.
A partir de 1944, com o nome de Colônia Paranavaí, a localidade experimentou novo surto de progresso, que nem mesmo as geadas catastróficas de 1953 e 1955 conseguiram paralisar ou retardar.
Foi criado o Município em 1951. Tal o seu crescente progresso que em 1956, em um concurso promovido pela Associação Brasileira dos Municípios, foi classificado entre os cinco de maior desenvolvimento de todo o Brasil, tendo recebido o Diploma de Honra.
Formação Administrativo
O Município foi criado pela Lei Estadual nº 790, de 14 de dezembro de 1951, desmembrado do de Mandaguari; instalado a 14 de dezembro de 1952, com os distritos de Catarinenses e Porto São José. Em 1960, era formado dos distritos da sede, Catarinenses. Comur, Guairacá, Jurema e Planaltina do Paraná.
Sofreu reformulações administrativas, tendo perdido território para formar os municípios de Amaporã, Guairacá e Planaltina do Paraná (Lei nº 4.245, de 25 de julho de 1960). Atualmente, é formado dos distritos de Paranavaí (sede), Catarinenses, Cristo Rei, Sumaré e Deputado José Afonso.
A Comarca, pela Lei nº 1.542, de 14 de dezembro de 1953, foi elevada a 2ª entrância.


Fonte: Biblioteca IBGE

SALVADOR IMÓVEIS -

 


História - Aspecto Histórico

A colonização teve inicio na década de 20. Toda a região do Vale do Ivaí era complemente despovoada coberta de matas virgens, constituída de terras devolutas propriedade do Estado. A partir de 1924, foi que se iniciou o povoamento e colonização da região, quando esteve visitando esta região o Engenheiro Dr. Joaquim da Rocha Medeiros, que foi quem abriu o picadão que ligava Presidente Prudente (SP) a esta nova região. O único meio de comunicação existente, era esta estrada que partindo de Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, cruzava o Rio Paranapanema em sentido leste - oeste, atingindo a Fazenda Ivaí, que foi o primeiro nome de nosso Município.

O Distrito de Montoya foi instalado em 1929, aqui viviam centenas de famílias, a maioria trazidas do Nordeste do Brasil. Neste mesmo ano o Sr. Frutuoso Joaquim de SaIes chegou a Fazenda Velha Brasileira, com 600 famílias nordestinas, sendo 300 de Pernambuco e outras do Ceará para trabalharem nas lavouras de café. A Companhia BRAVIACO (Companhia Brasileira de Viação e Comércio) empresa pertencente a Brasil Raílway, estava desenvolvendo um espetacular projeto de plantio de café, 1.200. 000 cafeeiros seriam plantados nesta região.

O nome desse Distrito foi em homenagem a figura histórica do Padre Antônio Montoya, que por volta de 1630, havia liderado o êxodo das reduções existentes nesta região vivendo os maiores sacrifícios na fuga empreitada através do Rio Paraná enfrentando os maiores perigos, como as Sete Quedas e os inimigos espanhóis que viviam em Guaíra.

Conta uma lenda que os Três Morrinhos existentes no Município de Terra Rica, surgiram para gravar na memória de todos, a epopéia realizada pelos três padres jesuítas:- Montoya, Dias Tanho e Simão Maceta, nessa inesquecível fuga deste território.

O Presidente Getúlio Vargas teve ascensão ao governo em 1930, quando houve um total desestímulo ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pela Companhia BRAVIACO. As terras concedidas a companhia foram retomadas pelo governo. Não se sabe ao certo se essa atitude foi tomada tendo em vista o descumprimento de certas cláusulas contratuais ou por motivo político, haja visto que os diretores da BRAVIACO, através do jornal "A Noite" do Rio de Janeiro, haviam combatido Getúlio Vargas. O fato e que o Distrito de Montoya praticamente desapareceu. Os seus habitantes se viram obrigados a se retirar da localidade nas piores condições possíveis. Segundo depoimento de pessoas que viveram esse momento, não havia nem combustível para movimentar os veículos existentes no Distrito. As famílias tiveram que se retirar a pé.

Poucos foram aqueles que teimaram em ficar no local. Porém, em 1944, o governo Paranaense novamente se interessou pelo desenvolvimento da região. Novos estímulos foram proporcionados. A Fazenda Brasileira, o local já possuía essa denominação, reiniciou o seu crescimento. O interventor Manoel Ribas, proporcionou uma nova colonização e deu o nome dos rios Paraná e Ivaí.

O loteamento foi reiniciado sob a orientação do Dr. Francisco de Almeida Faria. O primeiro corte nas matas foi feito em 1942 e no ano seguinte derrubadas e queimadas, surgindo os primeiros ranchos em Paranavaí.

Em 1.944 a formação da colônia Paranavaí contava com umas 80 casas e 500 habitantes, já no local onde hoje se situa a cidade.

 

POVOADO DO CRISTO REI

Cristo Rei até a década de 70 era um distrito de Paranavaí. Possuía um Cartório Civil, casas de comércio, Igreja , escola, hotel e até um hospital.

Era uma localidade com um grande número de habitantes, isto devido ao estímulo da agricultura, principalmente o café.

Com a decadência da cafeicultura e o crescimento da pecuária houve um rápido êxodo do Distrito Cristo Rei. Hoje existe apenas a antiga casa sede da fazenda que devido as histórias contadas a respeito dos antigos moradores, traz curiosidade aos visitantes.

O fundador e maior proprietário desta localidade, foi o comendador Remo Massi, figura polêmica de nossa história.

 

HISTÓRICO DE MANDIOCABA

O Povoado de Mandiocaba está situado a 28 Km de Paranavaí, pertencendo a esta Comarca. Está situado geograficamente a noroeste de Paranavaí, perto dos Distritos e Piracema e Graciosa.

Em 1948 o Povoado de Mandiocaba, anteriormente chamado de "Água do Vinte e Oito", devido a um pequeno rio existente, apresentava seus primeiros moradores, desbravando as matas e plantando café. Em 1965 o nome Agua do Vinte e Oito foi substituído pelo nome de Mandiocaba, devido ao predomínio do cultivo de mandioca, nome este escolhido pelo senhor Clemente Nihues

Em 1983 ao assumir a prefeitura, um dos primeiros atos do prefeito Benedito Pinto Dias, foi a assinatura do convênio para a ligação asfáltica da BR376 a Mandiocaba e a obra já estava concluída em 24 de maio de 1984, quando deu-se a sua inauguração.

 

HISTÓRICO DO DISTRITO DE SUMARÉ

Sumaré, localizado no município de Paranavaí teve seu início no ano de 1949 com a chegada das famílias Dal Ponte e Rodrigues Carvalho. Ao longo do tempo foram chegando outras famílias e o povoado foi crescendo. Hoje, Sumaré é um dos principais Distritos de Paranavaí, com uma população de 4.600 habitantes conta com uma área industrial, sendo que duas das suas principais riquezas, laranja e mandioca favorece centenas de pessoas em sua renda familiar.

 

HISTÓRICO DE GRACIOSA

Como a maioria dos pioneiros da época eram devotas de Nossa Senhora das Graças, foi dado o nome do lugar em homenagem a ela, daí o nome de Graciosa. Este distrito situa-se á 17 km da cidade de Paranavaí Área total do distrito é de 217.800 quilômetros é de 317.800 quilômetros quadrados, sendo 694,54 de área urbana e 217.105,46 de área rural, ou seja, sua densidade demográfica é de 0,013 habitantes por quilômetro quadrado, é, portanto, uma densidade demográfica baixíssima.

A região é, basicamente, agrícola, e os principais produtos agrícolas são: mandioca, milho, feijão e cítricos. Existem em Graciosa, pequenas e médias indústrias, entre os produtos industrializados, estão os de gênero alimentício, derivados da mandioca (principal cultura da região), aves, suínos, e bovinos. o distrito é atendido por escolas três escola, uma estadual duas municipais. O distrito é servido basicamente por dois rios (Ribeirão Vinte e dois e o Ribeirão Paranavaí, e duas rodovias (a Rodovia do Café ou BR-376, na parte norte, e PR-218, que passa na cidade sede do distrito) Os primeiros colonizadores chegaram em 1944, onde construíram, suas primeiras casas. O distrito foi fundado em 1951.

 

GRUPO FOLCLÓRICO

Graciosa se faz presente em toda a região, também através de seu grupo folclórico, que vestido à caráter, transportam para todo o Brasil, a contagiante alegria do jovem, revivendo suas origens, sua gente. E incontestável a universalidade da música alemã, que abrange músicos de todas as áreas. Fomentando a música contemporânea, as atividades musicais têm caráter de uma oficina de musica ou curso de férias para músicos. Até hoje cultua-se as óperas e as mais lindas composições, além de músicas e danças folclórica daquele povo.

Em Graciosa, colônia quase exclusivamente alemã, não poderia ser diferente. Esse é o objetivo principal do grupo folclórico de Graciosa, manter a tradição e fazer toda a comunidade conhecer ao menos este aspecto da Alemanha. As comemorações duram, geralmente toda uma semana tendo longo da mesma cursos e palestras a fim de incentivar os produtores da região a melhorar suas condições de produção e aproveitar mais e melhor os produtos que ele próprio produz, além de apresentações artísticas e culturais e o já tradicional baile do Chopp, realizado sempre no encerramento das comemorações, ou na véspera. Festa do bosque no Ceminário.

 

CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PARANAVAÍ

Criado pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de dezembro de 1951, desmembrado do município de Mandaguari. Foi solenemente instalado em 14 de dezembro de 1952. Pela Lei nº 1542, Em 14 de dezembro de 1953, o município foi elevado a categoria de Comarca. Enfrentou grandes obstáculos, para o seu surgimento, as intempéries, como as geadas de 1953 e 1955, Paranavaí, superou tudo isso com grande galhardia, todas as dificuldades graças ao vigor de sua gente. Em 1956, no concurso promovido pela Associação Brasileira dos Municípios, Paranavaí foi classificada recebendo o Diploma de Honra, como um dos cinco Municípios de maior progresso e desenvolvimento em todo o Brasil.

 

 

É permitida a reprodução dos artigos, desde que seja citada a fonte.
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Paranavaí - Estado do Paraná

 

 

 

Breve história de Paranavaí

Cortado pelo Trópico de Capricórnio, o Município de Paranavaí situa-se a 529 metros de altitude, no Noroeste do Estado do Paraná, entre as bacias hidrográficas dos rios Ivaí e Paranapanema, com extensão territorial de 1.192,5 km2.

Localizado a 524 km da Capital, seu clima é subtropical úmido mesotérmico, com verões bem quentes e invernos com raras geadas.

Com uma população estimada de 76.229 habitantes (IBGE 2001) e população economicamente ativa de aproximadamente 37.124 pessoas, o Município de Paranavaí tem como principal fonte de receita a pecuária, seguida pela agricultura e pelas atividades industriais nos setores têxtil, moveleiro e alimentício, bem como a prestação de serviços, gerando um produto interno bruto de aproximadamente cem milhões de dólares.

Além do Município de Teodoro Sampaio, no Estado de São Paulo, cujo limite territorial é marcado pelo Rio Paranapanema, o Município de Paranavaí limita-se com os municípios de Santo Antonio do Caiuá, São João do Caiuá, Alto Paraná, Tamboara, Nova Aliança do Ivaí, Mirador, Amaporã, Guairaçá e Terra Rica.

Seu solo predominante é o denominado latossolo vermelho escuro, de textura arenosa, cuja utilização contínua sem o devido manejo pode torná-lo impróprio para a agricultura, razão pela qual durante as últimas décadas a região foi ocupada, em sua maior parte, por pastagens.

A formação geológica da região Noroeste, chamada de Norte Novíssimo, onde se situa o Município de Paranavaí, é constituída pelo Arenito Caiuá, muito suscetível à erosão.

Estima-se que anualmente a erosão seja responsável pela perda de 120 a 200 toneladas de solo por hectare, o que tem sido objeto de estudos e pesquisas, ante o perigo iminente de acelerar-se acentuadamente o processo de desertificação, em face dos problemas de degradação que vêm ocorrendo em toda a região do Arenito Caiuá, principalmente em razão da agricultura praticada sem maiores preocupações com o manejo e a conservação do solo, acentuado-se os problemas já causados pela devastação de florestas nativas.

A retirada das matas veio com o processo de colonização, iniciado em 1930, quando a União retomou a extensão de terras que se encontravam sob domínio da Companhia Brasileira de Viação e Comércio S/A – Braviaco. As terras teriam sido dadas à referida empresa, que era subsidiária da inglesa Brazil Railway Company, em pagamento pela construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande.

Dentre as terras que teriam sido concedidas à Braviaco estava a Gleba Pirapó, a qual foi a única da região noroeste a ser registrada em nome da Companhia Brasileira de Viação e Comércio, em data de 31 de julho de 1925, junto ao Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Tibagi-PR, a cujo Município pertencia referida gleba, com extensão de 250 mil hectares.

Cinco anos após, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, a União, alegando descumprimento de cláusulas contratuais por parte da Companhia, através de ato do Governo Provisório do Estado do Paraná, mediante o Decreto 300, de 3 de novembro de 1930, assinado pelo interventor General Mário Tourinho, rescinde o contrato firmado com a Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande e, por conseqüência, a concessão desta à Companhia Brasileira de Viação e Comércio, tornando nulos todos os títulos expedidos a favor da Braviaco, incluindo-se o da Gleba Pirapó (Soares da Silva, 1988:49).

Segundo historiadores, na verdade o Governo Revolucionário de Getúlio Vargas teria agido de tal forma em represália à atuação política de Geraldo Rocha, superintendente da Brasil Railway, jornalista e diretor dos jornais “A Noite” e “O Mundo”, do Rio de Janeiro e com participação também na Rádio Nacional, a maior rádio brasileira da época, que havia combatido a revolução getulista e defendido a candidatura de Júlio Prestes (Soares da Silva, 1988:85).

Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930 mediante movimento revolucionário que depôs o Presidente Washington Luiz, após ter sido derrotado nas eleições presidenciais pelo candidato da situação, Júlio Prestes. E um dos principais articuladores da candidatura de Vargas era Lindolfo Collor (avô de Fernando Collor de Mello, que viria a ser eleito presidente da República em 1989), idealizador da política trabalhista e estrategista da Plataforma da Aliança Liberal, responsável pela elaboração dos aspectos estratégicos da Aliança, que compreendiam avançadas propostas de modernização do país, a partir da instituição de um Poder Central capaz de garantir o progresso e a unidade da nação. Lindolfo Collor também teve destacado papel na articulação da Revolução que conduziria Getúlio ao poder.

Esse aspecto da participação de Lindolfo Collor na política nacional torna-se relevante para compreendermos o ato do Governo Provisório em relação às terras da Companhia Brasileira. Isso porque, conforme registros históricos de depoimentos dos pioneiros de Paranavaí, as terras da Fazenda Brasileira teriam pertencido a Lindolfo Collor e mais tarde transferidas à Braviaco da qual era sócio Landulfo Alves, aliado de Getúlio e por ele nomeado interventor no Estado da Bahia no período de 1938 a 1942 (Soares da Silva, 1988:56).

Os atos de governo foram questionados judicialmente pela Companhia, sendo que a solução definitiva veio apenas com o trânsito em julgado do acórdão proferido em 1940 pelo Tribunal de Apelações do Estado do Paraná, e pela averbação da referida decisão na transcrição 2.435, do Cartório de Registro de Imóveis de Tibagi-PR, ocorrido em 6 de abril de 1942 (Soares da Silva, 1988:50).

A Companhia Brasileira de Viação e Comércio era, na época, conhecida popularmente por “Companhia Brasileira” ou apenas “Brasileira”. Assim, as terras que compunham a enorme fazenda que se encontrava em sua posse, incluindo-se a Gleba Pirapó, totalizando 317 mil alqueires, passou a ser chamada de “Fazenda da Brasileira”, evoluindo para “Fazenda Brasileira” e, posteriormente, após o início do processo de colonização pelo Estado, “Fazenda Velha Brasileira”.

Com relação ao Distrito de Montoya, na época pertencente ao Município de Tibagi, quase não há registros a respeito, conforme observa Paulo Marcelo Soares da Silva (Soares da Silva, 1988:49). Foi criado pela Lei Estadual 2.665, de 13 de abril de 1929, publicada no Diário Oficial do Estado do Paraná em 25 de abril de 1929 (Diário do Noroeste. Edição Especial do Cinqüentenário de Paranavaí, 14-12-2002, p. 58), tendo sido esta a primeira denominação oficial da cidade de Paranavaí.

O nome do distrito teria sua origem na antiga Fazenda Montoya. Tudo indica, porém, que a referida fazenda tenha integrado o que viria a ser a Fazenda Brasileira, da Braviaco. Segundo Sinval Reis, a Fazenda Brasileira foi instalada onde se encontra a sede da Fazenda do Estado, que se transformou em pouco tempo no Distrito de Montoya (Soares da Silva, 1988:36).

Muitos dos habitantes do Distrito de Montoya eram originários do Nordeste do Brasil, de onde vinham centenas de famílias para trabalhar nas lavouras de café plantadas pela Braviaco.

Com a retomada das terras pertencentes à Companhia Brasileira, em 1930, por ordem do Governo Federal, cessaram os investimentos da Companhia Brasileira, fazendo com que inúmeras famílias tivessem que ir embora, procurar outros lugares para trabalhar, fato que culminou no desaparecimento do Distrito de Montoya. Segundo alguns relatos históricos, em 1943 haveria na Fazenda Brasileira apenas um terço dos habitantes existentes em 1930 (Soares da Silva, 1988:38).

Antes da intervenção do Governo Federal, a região de Paranavaí, onde ficava a sede da Companhia Brasileira, não tinha qualquer ligação com o restante do Estado. O caminho a ser percorrido por entre a mata levava ao rio Paranapanema, e daí até Presidente Prudente, no Estado de São Paulo. Daquela cidade paulista, seguia-se até Ourinhos/SP, e desta a Londrina, por via férrea.

Durante o governo provisório, o interventor Manoel Ribas, planejando retomar a colonização da região noroeste, determinou a abertura de uma estrada a partir de Arapongas, a qual recebeu melhorias por volta de 1939. Recebeu, na época, o apelido de “estrada boiadeira”. Por ela começou a chegar a Paranavaí o desenvolvimento.

Há registro de que a primeira viagem da Linha Londrina-Paranavaí ocorreu a 16 de dezembro de 1939, data em que a “Catita”, primeira jardineira da empresa Viação Garcia, teria percorrido a “estrada boiadeira” em vinte horas e trinta minutos. Desta viagem participou Ulisses Faria Bandeira, que três anos depois viria a demarcar a primeira via pública da Colônia Paranavaí. Passou a morar na cidade em 1944 e se tornaria, em 1956, o segundo prefeito do Município de Paranavaí (Soares da Silva, 1988:62).

A retomada do desbravamento de Paranavaí, portanto, veio somente em 1944, após o término do processo judicial pelo qual o Estado obteve de forma definitiva o cancelamento do registro da Gleba Pirapó e de outras glebas que se encontravam sob domínio da Braviaco.

A cidade contava, nesta época, com cerca de oitenta casas e quinhentos habitantes.

A denominação atual da cidade, segundo relato do pioneiro José Ferreira de Araújo, teria sido proposto em 1947, escolhido pela comunidade e resultando da combinação dos nomes dos rios Paraná e Ivaí. A comunidade sugeriu o nome Paranaivaí, levando a sugestão ao prefeito de Mandaguari, cuja extensão territorial abrangia todo o noroeste do Estado, na época, que encaminhou ao governador Moisés Lupion, o qual teria determinado a supressão do “i” (Soares da Silva, 1988:105).

Paranavaí se tornaria município, emancipando-se de Mandaguari, em data de 14 de dezembro de 1951, através da Lei Estadual 790, e instalado solenemente em 14 de dezembro de 1952. Em 14 de dezembro de 1953, através da Lei 1542, foi criada a Comarca de Paranavaí.

Foram prefeitos de Paranavaí:

José Vaz de Carvalho (1952-1956, 1964-1969 e 1977-1982);

Ulisses Faria Bandeira (1956-1960);

Antonio José Messias (1960-1964);

Dionísio Assis Dal-Prá (1969-1973);

Benedito Pinto Dias (1974-1977 e 1983-1988);

Rubens Felippe (1989-1992);

José Augusto Felippe (1993-1996);

 Antonio Teruo Kato (1997-2000).

Deusdete Ferreira de Cerqueira (2001-2004),

Maurício Yamakawa. (2005-2008)

Rogério Lorenzeti.

(2009-2012)

Do início da colonização até meados da década de 60, predominou o cultivo de cafezais. Na época, Paranavaí e os municípios limítrofes chegaram a possuir cerca de 30 milhões de cafeeiros (Soares da Silva, 1988:69).

Com o passar dos anos, percebeu-se que o solo arenoso da microrregião noroeste sofria franco empobrecimento, e a cultura cafeeira experimentou rápida decadência, cedendo espaço à pecuária bovina, tornando-se o segundo maior rebanho do Estado.

Com o avanço da pecuária, as oportunidades de trabalho no campo foram diminuindo gradativamente, causando o empobrecimento das famílias e gerando conflitos sociais.

Hoje a microrregião de Paranavaí possui o segundo maior rebanho bovino do Estado, com aproximadamente 1,131 milhão de cabeças, equivalente a 11,31% do rebanho do Estado, estimado em dez milhões de cabeças, ficando atrás apenas da microrregião de Umuarama.

No Município de Paranavaí, com 75% da área coberta por pastagens, está o segundo maior rebanho do Estado, com aproximadamente 148 mil cabeças. (Diário do Noroeste. Edição Especial do Cinqüentenário de Paranavaí, 14-12-2002, p. 11)

Nos últimos anos, contudo, a utilização de novas técnicas, principalmente as que visam a recuperação do solo degradado, tem possibilitado que as terras do noroeste do Estado, que por vários anos eram tidas como impróprias para a produção agrícola, sejam aproveitadas para o cultivo de outras culturas, como soja, milho, mandioca e laranja, além da própria revitalização da cultura cafeeira.

Aliás, a utilização do solo de arenito para o cultivo de soja tem sido destaque em razão da alta produtividade, superando a média do Estado do Paraná, de 2,8 toneladas por hectare.

No município de Paranavaí, mais especificamente, os agricultores têm optado pelo cultivo de laranjais e mandiocais.

A citricultura, uma das mais recentes culturas agrícolas trazidas para a região, tem-se mostrado como uma das melhores alternativas para o município e região, haja vista que, em pouco tempo, transformou Paranavaí no segundo maior produtor de laranjas do Paraná, com produção anual de 130 mil toneladas.

Para chegar à condição de “capital da laranja”, o Município de Paranavaí necessitou de apoio e investimentos tecnológicos visando, principalmente, à quebra do antigo mito de que o solo arenoso, pobre e suscetível à erosão, não seria propício ao cultivo de citros. Isso sem falar na barreira a ser vencida quanto à legislação que, durante quase vinte anos, manteve a proibição do cultivo de cítricos no Estado do Paraná, em decorrência do cancro cítrico que atingiu os laranjais no final da década de 1960.

Através de projetos desenvolvidos por empresas do setor, em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), buscou-se através de pesquisas adaptar as variedades de citros às condições existentes, através do emprego de novas técnicas de cultivo apropriadas para o solo e as condições climáticas da região. Hoje o município possui uma área de aproximadamente 10 mil hectares de pomares.

A produção de laranja trouxe para Paranavaí outras ofertas de emprego, não apenas no campo, mas também no processo de industrialização. Paranavaí conta hoje com duas importantes indústrias, responsáveis pela produção e exportação dos subprodutos da laranja, especialmente do suco.

Dentre as demais culturas, a produção de mandioca (macaxeira ou aipim, em outras regiões do país) tem sido a mais significativa, ocupando o segundo lugar no Estado, com mais de 50 mil hectares na região da Amunpar, sendo que em Paranavaí a área ocupa aproximadamente 3 mil hectares, cuja produtividade de 30 toneladas por hectare é bem superior a média brasileira, de 13 toneladas por hectare. Isso graças à utilização de tecnologias decorrentes de pesquisas experimentais que apontam para um aumento de produtividade capaz de atingir resultados ainda bem superiores.

Em 2004, a área de cultivo teve um crescimento de 48% e tende a aumentar. Devido a este crescimento o Paraná tem sido destaque no setor, ocupando a terceira posição, com produção anual de 3,4 milhões de toneladas, atrás apenas dos Estados do Pará e da Bahia, que produzem anualmente 4 milhões e 3,8 milhões de toneladas, respectivamente. Mas é o primeiro na produção de fécula, responsável por 70% da produção nacional.

Da produção paranaense, o noroeste responde por cerca de 36%, sendo que apenas a microrregião de Paranavaí produz 21,8%, destacando-se como o maior produtor do Estado.

Em razão da cultura de mandioca, várias indústrias do setor se instalaram em Paranavaí, com grande capacidade de processamento, dentre as quais uma refinaria, a única do país capaz de extrair glucose da raiz de mandioca.

Com os investimentos feitos em Paranavaí nos últimos anos, visando a transformação da mandioca em farinha, polvilho e subprodutos industriais, a serem utilizados na fabricação de produtos alimentícios, farmacêuticos, têxteis e celulóticos, o setor industrial de Paranavaí tem se destacado pelo crescimento vertiginoso, gerando muitos empregos e divisas para o Município.

Seguindo o mesmo caminho, a indústria cítrica tem elevado o nome de Paranavaí à liderança no setor, dentro do Estado. A cidade possui duas das três indústrias cítricas do Paraná, com capacidade de processamento de oito milhões de caixas de laranja por safra.

Mas não são apenas a citricultura e a mandiocultura que têm incrementado a indústria paranavaiense. Há na cidade várias indústrias moveleiras, têxteis e alimentícias, dentre as quais se destacam os frigoríficos, responsáveis pelo abate de mais de mil e quatrocentos novilhos por dia, além de uma avícola, com capacidade de abate de setenta mil aves por dia, mas com projetos de ampliação para mais de cem mil aves por dia, e também laticínios com grande capacidade de produção.

No setor têxtil, além de diversas empresas de confecção e malharia e uma grande empresa de tecelagem, Paranavaí conta com a única indústria produtora de tecido plano do Paraná.

Por tudo isso, Paranavaí hoje ocupa lugar de destaque dentre as cidades do Paraná, como uma das mais prósperas e com melhor qualidade de vida, com amplas possibilidades de trabalho, com excelente infra-estrutura e ótimos espaços para o lazer e a cultura.

Neste aspecto, vale destacar a recente construção do Teatro Municipal e a realização do FEMUP – Festival de Música e Poesia de Paranavaí, de âmbito nacional, que se encontra em sua 39ª edição, e o Gralha Azul, conjunto musical que tem levado a música regional de Paranavaí a uma posição de destaque no cenário paranaense.

(texto extraído da obra "Vara do Trabalho de Paranavai - 18 anos de historia", publicado em dezembro de 2004, por ocasião da inauguração do novo prédio da Vara do Trabalho de Paranavaí)

OBS - PREFEITOS ATUALIZADOS ATÉ 2008.


FONTE : CNCMB.


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